por emootiva

Agosto é o mês em que celebramos o Dia do Artista e, por isso, a data escolhida para termos dado início à nova rúbrica A artista que habita em mim.
Na emootiva, queremos dar voz a quem faz da palavra escrita a sua forma de arte — porque escrever também é uma das sete artes: aquela que transforma o silêncio em partilha, que aproxima pessoas, que resgata memórias, que dá voz a quem precisa, que faz sonhar, que motiva, que inspira, que cura, que entretém.
A Sónia Brandão é uma das autoras inscritas na nossa comunidade e a quarta entrevistada desta rúbrica. Escreve, acima de tudo, contos de amor que podiam ser as histórias de cada um de nós. E, aqui, numa breve entrevista, partilha connosco o que a move, inspira e distingue enquanto artista da escrita.
Para ti, o que é ser artista?
Alguém que transforma o nada em magia, em qualquer que seja sua arte.
Quando escreves, sentes que estás a criar arte? Porquê?
Não, limito-me a criar momentos que fazem os outros sonhar e recordar emoções que, por vezes, se perderam na memória.
O que gostavas que a tua escrita provocasse nas pessoas?
Emoções. São elas que comandam a vida e os sonhos. Ações, quando se sentem desconfortáveis por ler algo que lhes pode ser demasiado familiar.
Que caraterística sentes que te distingue enquanto artista?
Na verdade, não sei. Mas, se existe algo em comum em quase tudo o que escrevo, são os sentimentos e emoções quase sempre levados ao limite do real.
Completa: “A minha arte nasce quando…”
… a minha mente fica inquieta. Não sei o que a desperta, mas, sempre que ela assim o deseja, a escrita começa.
Quem ou o quê inspira a tua arte?
A vida no geral — raramente a minha, mas a daqueles que me rodeiam, mesmo que a maioria deles não o saiba. Frases soltas. Momentos que me marcam mesmo que eu não o perceba de imediato.
A tua escrita tem uma missão? Qual?
Não acredito que tenha uma missão. Mas, como tudo aquilo que lemos, serve para inspirar, criar sonhos e, por vezes, transformá-los em realidade.
Se nunca mais pudesses escrever, o que ficava por dizer?
Ficariam por contar histórias alternativas de algumas pessoas que ainda não apareceram na minha realidade.
Completa: “A escrita salvou-me de…”
… mim própria na maioria das vezes. Faz-me pensar antes de falar. Faz-me ver a vida com mais calma. Faz-me ser melhor.
Como gostavas que te lembrassem enquanto artista?
Que somente digam “foi a Sónia quem escreveu isto”. Ter uma identidade. Que percebam que fui eu que escrevi, mesmo sem lerem o nome da autora.



