por emootiva

Agosto é o mês em que celebramos o Dia do Artista e, por isso, a data escolhida para darmos início, hoje, à nova rúbrica A artista que habita em mim.
Na emootiva, queremos dar voz a quem faz da palavra escrita a sua forma de arte — porque escrever também é uma das sete artes: aquela que transforma o silêncio em partilha, que aproxima pessoas, que resgata memórias, que dá voz a quem precisa, que faz sonhar, que motiva, que inspira, que cura, que entretém.
A Estefânia Barroso é uma das autoras inscritas na nossa comunidade. Aliás, a sua presença já vem dos tempos do Desafio-te, a plataforma antecessora da emootiva. Escreve, acima de tudo, contos e crónicas. E, aqui, numa breve entrevista, partilha connosco o que a move, inspira e distingue enquanto artista da escrita.
Para ti, o que é ser artista?
Para mim, ser artista é transformar o que se sente e/ou o que se pensa de uma forma que toque e emocione os outros. Aquela sensação de arrepio quando lemos algo que nos faz sentido ou quando ouvimos uma música que nos toca.
Quando escreves, sentes que estás a criar arte? Porquê?
Sinto. Mais que não seja, crio “a minha arte”. Acontece-me ler algo que escrevi e emocionar-me com as minhas próprias palavras e pensar “Caramba, está bonito!” E isso é arte, certo?
O que gostavas que a tua escrita provocasse nas pessoas?
Volto ao tema da emoção. Quero muito que as pessoas sintam “coisas” quando me lêem. Que se emocionem, que se zanguem, o que for, desde que sintam. Quero, por fim, que a minha escrita as faça pensar sobre o tema abordado.
Que caraterística sentes que te distingue enquanto artista?
Acho que, acima de tudo, a sensibilidade. Considero-me uma artista que escreve sobre o quotidiano, com um olhar sensível sobre os mundos interiores e exteriores.
Completa: “A minha arte nasce quando…”
… dou espaço à minha mente para ouvir as palavras que nela dançam e que procuram ser passadas para o papel.
Quem ou o quê inspira a tua arte?
Parecendo um lugar comum, sou inspirada pelas pessoas, pelo mundo, pelos acontecimentos. Sou uma apaixonada por pessoas e gosto de escrever sobre elas. E sobre essa pessoa que sou eu mesma.
A tua escrita tem uma missão? Qual?
Depende. Os meus “Contos com bichos lá dentro”, por exemplo, tinham a missão de falar sobre os animais, sobre o quanto são humanos e quão desumanos conseguimos ser com eles. Mas, nas crónicas, a missão é sempre levar as pessoas a pensar e a analisar.
Se nunca mais pudesses escrever, o que ficava por dizer?
Ficava por contar tudo o que irá acontecer a partir de hoje. Escrevo sobre pessoas e acontecimentos do quotidiano. Por isso… a narrativa ficaria a meio…
Completa: “A escrita salvou-me de…”
… salvou-me do marasmo. Ser professora de Educação Especial afastou-me do Português e da Literatura. Escrever deu-me uma nova ligação, que precisava, à palavra escrita.
Como gostavas que te lembrassem enquanto artista?
Gostava de ser lembrada como aquela cronista que nunca teve medo de escrever a sua opinião, independentemente do tema ser polémico; e como aquela escritora de contos que soube retratar o ser humano de uma forma tão verdadeira, que todos se reconheceram numa ou noutra personagem.
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Parabéns querida Estefânia ! Adorei !