por emootiva

Agosto é o mês em que celebramos o Dia do Artista e, por isso, a data escolhida para termos dado início à nova rúbrica A artista que habita em mim.
Na emootiva, queremos dar voz a quem faz da palavra escrita a sua forma de arte — porque escrever também é uma das sete artes: aquela que transforma o silêncio em partilha, que aproxima pessoas, que resgata memórias, que dá voz a quem precisa, que faz sonhar, que motiva, que inspira, que cura, que entretém.
A Inês Biu Faro é uma das autoras inscritas na nossa comunidade e a segunda entrevistada desta rúbrica. Escreve, acima de tudo, crónicas sempre com um cariz emocional interventivo. E, aqui, numa breve entrevista, partilha connosco o que a move, inspira e distingue enquanto artista da escrita.
Para ti, o que é ser artista?
Tudo aquilo que faço com criatividade e sentimento faz de mim artista e, por isso, para ser artista, basta-me existir e ver/fazer tudo de uma maneira só minha. É ver beleza em tudo e conseguir transmitir essa beleza aos outros.
Quando escreves, sentes que estás a criar arte? Porquê?
Sinto, sim, precisamente por estar a criar algo que veio da minha criatividade, aliada à minha imaginação. Algo que é novo, que suscita a curiosidade dos outros e que, no caso, dá vontade de reler vezes sem conta.
O que gostavas que a tua escrita provocasse nas pessoas?
Espero que quem me lê se sinta compreendido, que sinta que não está sozinho. Também espero que sinta quão bem me faz escrever e que é bom e bonito acreditar nos sentimentos, que faz de todos nós mais humanos.
Que caraterística sentes que te distingue enquanto artista?
Ser única. Funcionar ao ritmo dos sentimentos que fazem de mim Ser Humano e Mulher. Ser tão criativa, sonhar e imaginar tanto. Vestir personagens e contar as suas histórias.
Completa: “A minha arte nasce quando…”
… quando começo a escrever, quando começo a cantarolar qualquer coisa, quando perco o foco em mim e quero ir mais além, descobrindo o que ainda não sei ou já conheço e quero revisitar.
Quem ou o quê inspira a tua arte?
Eu mesma, a minha resiliência, a minha paixão e amor por quem e pelo que me rodeia. Emoções, pessoas, momentos, sentimentos e sonhos. O dia-a-dia da minha vida é o que mais me inspira.
A tua escrita tem uma missão? Qual?
Pode ter várias, até. A primeira de todas: ser terapêutica para mim mesma. Conseguir chegar ao fim de um texto a sentir-me melhor do que quando o comecei. E, claro, tocar os corações de quem me lê. Sensibilizar para a minha escrita doce.
Se nunca mais pudesses escrever, o que ficava por dizer?
Todos os sonhos, todas as cartas de amor, todos os pensamentos que me preenchem todos os dias.
Completa: “A escrita salvou-me de…”
… perder o equilíbrio da saúde mental em períodos mais difíceis. Salvou-me de esquecer momentos e sonhos. Salvou-me quando achei que mais ninguém me compreendia a não ser eu mesma e os meus diários.
Como gostavas que te lembrassem enquanto artista?
A Inês é coração, emoção, amor. Toda a arte que ela faz é e tem amor.



